Mídia, Redes Sociais
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Spam ou publicidade? O desafio dos anúncios nas redes sociais

Com o novo reinado dos adblocks já sepultaram mais uma coisa: A publicidade online. Então pega o caixão e vela preta e vem comigo que a gente vai falar um pouco sobre o grande problema da publicidade online – e, SPOILER, não é adblock.

Não.

Eu vou falar de spam.

É preciso entender spam no contexto atual

Spam é um termo cunhado e popularizado pelo seriado Monty Python, em 1970, mais conhecido como e-mails não solicitados com fins publicitários. Existem 7 tipos de SPAM catalogados e conhecidos, cuja maioria faz realmente referência correntes de e-mail. Um ponto importante a ser levantado é que se caracteriza como spam qualquer mensagem de caráter intrusivo, não solicitado pelo usuário. Te lembrou alguma coisa? Aquele anúncio maroto na timeline do facebook de uma marca que você nunca ouviu falar na vida?

Chame pelo nome: seu anúncio é SPAM

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20 com carinha de 40

Só agora estamos começando a entender a internet. Nesses últimos 20 anos – mais ou menos –  viemos tropeçando, testando e copiando. Tentando inserir no digital o mesmo formato de publicidade do off (vt de 30s, banner, etc) e as mesmas métricas de sucesso (alcance, quantidade de curtidas, etc), caímos no buraco dos memes, elegemos um rei, muitas rainhas e não soubemos ‘servir’ nenhum deles.

No meio do caminho a gente continua gritando com o usuário.

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Esse é você recebendo um anúncio na sua TL

Muitos banners e anúncios que os usuários encontram através da Internet são intrusivos e off-putting. Pior: interrompe o conteúdo que o usuário realmente quer ver. A propaganda é aquela barreira entre o user e o vídeo do cantor favorito dele, é o post entre o cachorro da vizinha e a foto do crush, é aquele banner que sem querer você passa o mouse em cima e abre uma tela gigante na frente do seu texto.

A gente continua gritando com o usuário: anúncio vs spam nas redes sociais

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Embora as próprias redes sociais estejam tomando medidas para regulamentar a qualidade dos anúncios, como o facebook a usar um placar de relevância ou a possibilidade de segmentar um anúncio para um público que, supostamente, irá recebe-lo melhor, ainda sim os anúncios não são bem quistos pelo público geral. Enquanto os VTs de 30s podiam ser segmentados para dialogar com um product placement, por exemplo, por mais que você segmente seu banner ele nunca vai agir 100% em uníssono com o conteúdo que ele interrompe ou precede.

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No furor para manter a formatação conhecida esquecemos de uma coisa muito importante: o usuário agora tem o poder de dizer que não quer ver seu anúncio. Muito mais do que um controle remoto, ele tem um treco chamado adblock.

Adblock, investimentos online, tapas e beijos

O facebook já falou, diversos produtores de conteúdo já se pronunciaram sobre, o B9 fez podcast e levantou o sinal vermelho de assunto batidão: adblock virou problema.

Muitos banners e anúncios na Internet são intrusivos e off-putting

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De acordo com a pesquisa da PageFair, 198 milhões de pessoas têm algum tipo de bloqueador. E esse número tende a aumentar conforme aumentam também os investimentos publicitários em mídia on. Segundo a IAB, estava previsto para aumentar em 14% os investimentos online no Brasil, chegando a  R$ 9,5 bilhões. Este ano (2016) a suposição é que esses números cresçam ainda mais e com mais publicidade mais gente usando adblock.

 

Google Trends para 'adblock' no Brasil

Google Trends para ‘adblock’ no Brasil

Como isso afeta você, Gerente de Mídia

Com as grandes mídias sociais funcionando em sistema de leilão existe três opções possíveis porque a vida não é aquela dicotomia eterna para resolver o problema:

Situação 01: As mídias liberam mais espaço para anúncio.

Isso quer dizer você vendo mais anúncio no seu feed, no perfil da sua crush no twitter, naquela agência marota no linkedin.

Situação 02 (não impossibilitada pela existência da situação 01): O custo do lance fica mais caro

Regra simples de qualquer leilão: quanto mais gente interessada, mais caro vai ser o objeto leiloado, esteja a gente falando de uma vaca leiteira ou de um espaço no feed do usuário. A tendência é que fique cada vez mais caro anunciar na internet.

Situação 03: Vamos aprender a ouvir, não gritar

Mainha sempre me disse que a gente tinha uma boca e dois ouvidos para ouvir mais e falar menos. A publicidade devia escutar minha mãe. Enquanto ainda herdamos do off a dom de gritar com os usuários ou implorar que por favor, por favorzinho, eles não pulem nosso anúncio, a gente esquece que existe outra forma, podemos despertar o interesse do usuário.

Um bom anúncio tem procedência estratégica baseada em monitoramento

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O que diferencia spam de publicidade?

Experiência do usuário, consenso vai pra rede social também e social listening

 

Entregando valor e não produto.

Tanto conteúdo quanto produto precisam ser inseridos dentro da realidade útil do consumidor. Eu gosto da ideia de que agora todas as empresas são prestadoras de serviço, mesmo que seu produto de venda seja constituído em um objeto real, se você está nas redes sociais, está prestando um serviço. Ou deveria.

Pra entregar conteúdo você precisa prestar serviço: precisa oferecer uma informação, precisa oferecer uma vantagem  e aqui eu nao to falando sair gritando na TL do usuário feito a galera que vende chip da oi no baixo centro, precisa cativar, emocionar, ensinar, enfim, prover algum valor além da simples troca.  O que você não pode é chegar pra pessoa e pedir o dinheiro dela.

sou-legal-nao-dando-mole

 

Pagelike não é match do Tinder.

Sabe aquela boa e velha estratégia para vender anúncio no facebook? Primeiro você constroi a base, depois você cativa e depois oferece uma oferta pq o usuário que já conhece tua marca vai tá mais sensível à efetivar a compra? 

A partir do momento que você começar a encher o saco dela com aquele secador mara em promoção 12x sem juros ela vai, simplesmente, descurtir a sua página, ocultar sua publicação, denunciar com spam, mandar o facebook nunca mais lhe mostrar nada de sua marca. Sim, é bem possível e sim, acontece.

E como eu vou converter, então?

Se sua staff de social media não se paga sozinha – claro – ou você contratou a agência mais bacanuda da cidade e precisa pagar o faturamento no fim do mês, precisa anunciar.

Lembra daquele conselho de mainha? Escute o que seu público tem a dizer.  Um bom – ótimo, excelente – exemplo disso é o case do Espelho da Beleza de O Boticário, by W3haus.

Resumidamente, o que eles fizeram foi criar uma plataforma que organizava visualmente dados de monitoramento, criaram conteúdo em cima dos resultados e conduziram os leads para a conversão. Um belo exemplo de funil de social media.

Pagelike não é match do Tinder: como ganhar sua audiência com ads tweet isso 

É nesse exato momento que o seu anúncio deixa de ser uma intromissão entre o gif de gatinho e a foto do sobrinho e passa a ser algo útil e bem vindo.  É assim que seu anúncio para de ser spam.


 

Leia mais sobre

O custo dos bloqueadores de anúncio – Pesquisa [PDF] (em inglês)

Investimentos em mídia online 2014-2015 – Levantamento IAB

26 technology trends 2016 – 2018 [Slideshare] (em inglês)

Oooops typo? Viu algo errado nessa postagem? Me avisa nos comentários
Fazer junto é mais gostoso. Compartilhe suas dicas e ideias com a gente.

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1 comentário

  1. Pingback: Sacadinha é uma sacada pequenininha | BACANAL

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